Palestra com o Dr. David Salomão Lewi

Dr. David Salomão Lewi esclarecendo dúvidas sobre o vírus Influenza A (H1N1)
 

 Os alunos do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio participaram, na última terça-feira, dia 01 de setembro, da palestra com o Dr. David Salomão Lewi, infectologista e professor da Universidade Federal de São Paulo.
O evento, ocorrido no Anfiteatro, teve como tema principal o vírus Influenza A (H1N1). O Dr. David teve a preocupação de esclarecer aos participantes as principais informações sobre esse terrível vírus que tomou conta dos noticiários e, infelizmente, vem se alastrando pelo mundo numa velocidade grande.

Parabenizando o Iavne


Antes de entrar no tema da palestra, o Dr. David dirigiu palavras de elogio à Escola, parabenizando a todos pela limpeza do Iavne. Disse que, apesar de estar acostumado com o ambiente extremamente limpo do Hospital Albert Einstein, numa tinha visto escola tão limpa e asseada. “Após os acontecimentos referentes à gripe, nunca fui a um lugar tão limpo como aqui no Iavne”, comentou.

Em seguida, mencionou sua satisfação por ver que o Iavne tinha se equipado para lidar com a situação emergente do vírus Influenza A (H1N1). Ficou muito feliz com o que viu, destacando a importância da iniciativa, que demonstra que a Escola se preocupa com o bem-estar dos alunos como um todo. Parabenizou os alunos pelo empenho de estarem se cuidando e a equipe pedagógica pela seriedade como está tratando esse fato atípico.


Curiosidades sobre o universo da gripe

Através de uma detalhada apresentação em power point, o Dr. David mostrou curiosidades sobre a Influenza A (H1N1). Uma delas foi de que esse vírus já contaminou e matou milhões de pessoas no inicio do século passado, que durou de 1918 a 1922. “Devido à falta de tecnologia, de conhecimento, dentre outros fatores, naquela época podia-se dizer que as pessoas estavam em completo pânico”, apontou. Hoje, com os avanços tecnológicos em quase todos os segmentos, esse pânico diminuiu.

Dr. Salomão explicou para o público, sempre atento, que pessoas com mais de 50 anos de idade têm menos chances de contrair a Influenza A, em razão da provável imunidade adquirida pelo contato com os surtos dessa gripe em outras épocas. Ponderou, também, que quem teve uma vez essa gripe, dificilmente pegará novamente. Outra curiosidade foi de que muitos poderão ter a gripe sem apresentar os sintomas. “Inexplicavelmente, o vírus Influenza A (H1N1) não está tão agressivo como foi em 1918. Caso fosse, provavelmente as consequências seriam muito maiores e catastróficas”, destacou.


A medicina e as incertezas

Por mais que a medicina esteja avançada, fatos inesperados e que mudam a vida do mundo acontecem. Nesse âmbito, o Dr. David afirmou que o grande fato que se discute no meio da medicina, especialmente entre os infectologistas, é o da mutação dos vírus. Esse risco está sempre presente e a adaptação em humanos pode ou não ocorrer a qualquer momento.

Segundo ele, isso pode acontecer de um dia para outro. “A mistura de vírus pode desenvolver algo muito forte e, caso se alastre, os efeitos são terríveis”, refletiu. “A morbidade e mortalidade são variáveis dependentes da evolução genética do vírus. Portanto, é essencial que cada um faça seu papel. Lavar bem as mãos com sabão ou gel antisséptico, por exemplo.”


Situação global

“Os casos dessa gripe no Brasil estão decrescendo”, comemora o Dr. David. O número de pessoas infectadas diminuiu em quase 60%, assim como a procura por hospitais para esse caso. Questionado sobre o fator climático, Dr. David destacou que como o inverno chegará a países como os Estados Unidos, Canadá e no continente Europeu, o aumento de sua incidência é preocupante. “Quanto mais frio, maior é a proliferação do vírus. Já, em países cujo clima está mais quente, a taxa tende a cair como já está acontecendo no Brasil”, completa.

 

Considerações finais.

Dr. David gostou muito da palestra e parabenizou os alunos pelas perguntas feitas no bate-papo final, o que demonstrou que eles estão antenados sobre o assunto. “A informação é fundamental para a prevenção” observou.


No término do evento, o professor Osvaldo Piffer, diretor pedagógico da área laica, ressaltou como é essencial que cada um cuide de si próprio e que seja um agente multiplicador. “Não é porque a gripe está decrescendo no Brasil que devemos esquecê-la. Os novos hábitos são para a vida toda e o risco de uma nova pandemia sempre está presente”, finalizou.