Purim é mais uma ilustração da conhecida história na qual um poderoso regente surge para aniquilar a nação de Israel. A nação judaica então, se une em rezas e jejuns e imploram ao Todo Poderoso que os salve das mãos de seu inimigo. Hashem, vendo o verdadeiro e honesto arrependimento de seu povo escolhido, anula os decretos contra eles e o inimigo acaba sendo eliminado.
        Em Purim, o inimigo da nação judaica era Haman, um descendente do eterno inimigo de Israel, Amalek. O justo Mordechai e a recém escolhida rainha Esther lideraram o povo judeu em três dias de jejum e rezas que resultaram na salvação dos judeus e na destruição de Haman e sua família.
        A história de Purim está registrada no livro de Esther, chamado de Meguilá. Escrita em pergaminho, como o Sefer Tora, ela é lida publicamente duas vezes: à noite e novamente durante o dia.
        Outras Mitsvot praticadas nessa festa são: Mandar presentes de alimentos a amigos (Mishloach Manot), dar caridade aos pobres e comer uma refeição especial em honra a esse dia.         Essas Mitsvot vêm para promover a união e amizade com o próximo. A leitura da Meguilá deve ser feita na sinagoga para divulgar o milagre de Purim; dar presentes aos amigos, caridades aos pobres e convidar outros para uma bela refeição, são meios de enfatizar a união e a amabilidade em lembrança da união de todos os judeus em Purim.
        Incidentemente, nessa festa é permitido beber mais do habitual. Mesmo que o judaísmo, geralmente, não permite beber em excesso, fazemos uma exceção neste dia: é permitido beber até o ponto em que a pessoa já não consegue distinguir entre abençoado Mordechai e maldito Haman.

Rabino Jacob Garzon
Diretor Geral

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